Educação Financeira

15 maio

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A Economia contra a Covid-19

 

O que tem sido feito para conter o impacto na vida de pessoas e empresas durante a pandemia do novo coronavírus

 

*Por Carlos Vasconcellos

 

A pandemia do novo coronavírus não é apenas uma crise de saúde. Ela causa impacto direto na economia global, e não poderia deixar de ser assim também no Brasil. A necessidade de isolamento social e de uma quarentena forçada cria dificuldades para empresas em todos os setores da economia, aumenta o desemprego e prejudica a vida de profissionais autônomos e de pequenos e médios empreendedores.

 

Esse cenário instável cria um desafio paralelo para o governo e a sociedade, que não podem arcar com o risco de uma retomada sem controle da atividade econômica, ao mesmo tempo em que precisam lidar com o impacto econômico na vida das famílias. Uma série de medidas diretas vem sendo adotadas para tentar reduzir os efeitos dessa crise na vida das empresas e das famílias.

 

Até o último dia 28 de abril, segundo dados divulgados pela Caixa Econômica Federal, o auxílio emergencial de R$ 600 – disponibilizado pelo governo para trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados – durante a pandemia, havia sido liberado para 44,3 milhões de pessoas. Ao todo, os recursos somavam R$ 31,3 bilhões em renda para os trabalhadores.

 

Com o objetivo de amenizar os impactos da pandemia, a declaração de Imposto de Renda de Pessoas Físicas teve o prazo de entrega prorrogado para o final de junho. Para aliviar as finanças familiares, uma medida provisória do governo liberou R$ 40 bilhões para ajudar pequenas e médias empresas a custearem suas folhas de pagamento. O objetivo é ajudar esses empreendedores a manterem seus negócios durante a quarentena, e tentar conter o aumento do desemprego nesse período de baixa atividade.

 

Também foi aberta a possibilidade de negociações coletivas para redução salarial, em troca da manutenção de empregos durante a pandemia. Outras medidas tomadas para ajudar as empresas a manter seus negócios incluem, por exemplo, o adiamento do pagamento do Simples Nacional e a abertura de uma linha de crédito de R$ 7,5 bilhões da Caixa Econômica e do Sebrae para micro e pequenas empresas, e para microempreendedores individuais (MEI).

 

A sociedade também se mobiliza por meio de redes de doações e iniciativas que usam as redes sociais para estimular o consumo em pequenos negócios locais. Algumas empresas criam vouchers para consumo futuro. Essa alternativa permite que o consumidor adquira algum produto ou serviço que será utilizado somente após o final da quarentena. Dessa maneira, as empresas e estabelecimentos comerciais conseguem um alívio no caixa para atravessar essa crise nunca antes vivida em todo o mundo.

 

Ao mesmo tempo, a livre negociação entre empresas e consumidores tenta conter os estragos na economia e preservar contratos. Muitas escolas estão negociando descontos com os pais nesse período de pandemia, em que as aulas têm sido realizadas a distância. Também tem sido comum a negociação entre inquilinos e proprietários para redução de aluguéis nesse tempo de crise.

 

Tudo isso mostra que a sociedade precisa continuar mobilizada para tentar reduzir ao máximo o impacto econômico da Covid-19. Não é um desafio simples, mas todos podem fazer sua parte. Proteja-se do vírus e fique de olho nas suas finanças, para sair da quarentena com a saúde financeira em dia.

 

*Carlos Vasconcellos é jornalista de economia, especializado em temas previdenciários e colaborador do jornal Valor Econômico.